Um dia ensolarado para Virgínia Jorge

Um dia ensolarado para Virgínia Jorge

Novo filme da diretora deve estrear em novembro. Na história, um quintal do subúrbio é o cenário para o mundo de uma garotinha e uma ave engaiolada

Darlene tem dez anos e encanta-se por um passarinho que teima em não cantar. No quintal de sua casa em uma ensolarada tarde de domingo, sua família pensa em soluções para a mudez do pássaro preso na gaiola, mas a menina só quer saber de que forma ganhará o pequeno animal. Essa delicada história é contada no filme Dia de Sol, a mais nova produção da diretora Virgínia Jorge, que foi gravado no início de agosto.

O roteiro de Dia de Sol venceu o Concurso de Roteiros do Vitória Cine Vídeo (2007) e foi contemplado pela Lei Vila Velha Cultura e Arte (2008). Durante as filmagens, o clima não contribuiu para que a luz natural fizesse jus ao título do filme. É que o sol teimou em não sair por dois dias inteiros. Além disso, a produção teve problemas com alguns dos equipamentos.

Mas coisas boas também foram descobertas no set de filmagem. Entre elas, Letícia Calmon, a atriz protagonista do filme. Segundo a própria diretora, a menina de dez anos é um exemplo de atriz talentosa, concentrada e disciplinada. “Foi um prazer vê-la no set e estou certa que será igualmente prazeroso vê-la nas telas” diz Virgínia Jorge.

Boa parte do elenco do Dia de Sol é estreante no cinema. Isso é uma prática de Virginia desde o seu primeiro curta De Amor e Bactérias (1999). A diretora afirma gostar muito de ensaiar e de descobrir atores entre os amigos e conhecidos. “Não é todo mundo que banca, mas, quando a pessoa se disponibiliza por inteiro, geralmente rende resultados muito bacanas”, conta Virgínia.

No filme, o espaço também vira personagem. Ao explorar um domingo de sol em um quintal do subúrbio, a diretora transforma aquele espaço em um personagem. Para isso, a narrativa conta com muitos planos de cobertura entre os diálogos, como se espectador estivesse dentro do quintal.

Patrick Tristão é o diretor de fotografia do filme que também conta com a direção de arte de Luiza Fardin, a montagem de Lizandro Nunes, trilha sonora de Juliano Gauche e Mirano Schuller, a captação de som Direto de Contantino Buteri e a direção de produção de Bob Redins. A previsão é que a estréia de Dia de Sol seja no final de novembro deste ano.

02/09/2009


A memória do Estilingue Gigante

A memória do Estilingue Gigante

Obra do artista capixaba Nenna é tema do novo filme de Ana Murta


Numa manhã de junho de 1970, Vitória acordou com um estiligue gigante armado em uma de suas praias. O objeto incomum e pitoresco fazia parte do happening do artista capixaba Nenna. Happenings são obras de arte que se pretendem efêmeras, são muito mais um fato provocado pelo artista do que propriamente um objeto. Mas o estilingue gigante de Nenna acabou subvertendo essa característica do happening e entrando para a memória da cidade.

Essa história é rememorada no novo filme de Ana Murta. Trata-se do documentário Estilingue Gigante, que foi gravado junho deste ano. Além do depoimento de Nenna, a produção conta com entrevistas do artista Hilal Sami Hilal, do fotógrafo Jorge Sagrilo, do jornalista Rubinho Gomes, da designer Luisah Dantas, do cineasta Tadeu Teixeira e da pesquisadora e professora Almerinda Lopes – todos eles relacionados de alguma forma com ao happening de 1970.

O filme, além de falar da importância da obra de Nenna para a arte capixaba, aborda assuntos como a arte em seu sentido mais amplo e sua relação com a cidade e a vida cotidiana. " É uma honra poder conhecer melhor a obra o Estilingue Gigante, Nenna, o responsável por ela, os queridos entrevistados, os surpreendentes transeuntes, e aprender mais e mais sobre a arte e a vida!", destaca a diretora.

O projeto do documentário tem o argumento do próprio Nenna e foi contemplado pela Lei Rubem Braga. Juranda Alegro, filha do artista, produz o filme junto com Ana Murta, que também assina a pesquisa e a direção. O documentário também conta com a direção de fotografia de Ursula Dart, direção de arte de Rosana Paste e edição de Lizandro Nunes.

O filme encontra-se em processo de finalização e a previsão é de que ele esteja pronto ainda no segundo semestre de 2009.
ABD recebe treinamento para montagem de cineclube

ABD recebe treinamento para montagem de cineclube

Em parceria com o Cineclube Lima Barreto, a ABD Capixaba desenvolverá atividades de cineclubismo. Os equipamentos para exibição serão fornecidos pelo Programa de Ação Cine Mais Cultura

A ABD&C-ES participou da oficina de formação cineclubista do Programa de Ação Cine Mais Cultura, uma iniciativa do Ministério da Cultura, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro. A capacitação é pré-requisito para o recebimento de equipamentos de projeção necessários à atividade cineclubista que ABD Capixaba desenvolverá em parceria junto com o Cineclube Lima Barreto, situado no morro do Pinto, no bairro Santo Antônio, em Vitória.

Tanto a oficina como o fornecimento dos equipamentos faz parte do processo de rearticulação do movimento cineclubista brasileiro fruto da mobilização do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) em parceria com o Ministério da Cultura. Além da ABD Capixaba, participaram da capacitação outras entidades artístico-culturais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Entendida parceira do futuro Cineclube ABD, o Cineclube Lima Barreto surgiu na década de 1980 e fazia exibições de filmes emprestados pelo Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, porém estava com as suas atividades paradas devido a falta de equipamentos.

Segundo Rogério Caldeira, um dos diretores do Cineclube Lima Barreto, essa é uma nova fase da entidade que surge a partir da parceria com a ABD Capixaba. “A ABD ganha mais um espaço para apresentação e divulgação da sua produção e acervo e o Lima Barreto oportuniza a sua comunidade de assistir às obras”, diz.
Além dos equipamentos de projeção, o Cine Mais Cultura, por meio da Programadora Brasil, fornecerá um acervo de obras audiovisuais para as exibições por dois anos. Durante a capacitação, os participantes tiveram aulas sobre a história do cinema, história do cineclubismo e noções de gestão de cineclubes. Além disso, o contato com as outras entidades foi uma rica oportunidade para a troca de experiências e a formação de uma rede de cineclubes envolvendo os Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
Os meninos de Ursula Dart

Os meninos de Ursula Dart




Com muita sensibilidade, o terceiro filme da diretora capixaba fala de uma problemática vivida pelo universo infantil contemporâneo



Espaços cada vez menores e as restrições cada vez maiores para a sociabilidade infantil nos espaços públicos. Esse tema é tratado no filme “Meninos”, da diretora Ursula Dart. O curta metragem, que está em fase de finalização, conta a história de João Gabriel. O personagem é um garoto de 9 anos que vive com sua mãe numa casa na periferia da Grande Vitória.

Ao mostrar os solitários momentos de brincadeiras do garoto, seu jeito de interpretar a realidade, a câmera do filme constrói a narrativa psicológica de João Gabriel. “Queríamos uma 'roupa' de cine direto, deixando uma sensação de que a câmera não estava lá, e o resultado é bem satisfatório”, explica a diretora.

A segurança pede grades
O documentário trata das dificuldades vividas pela infância contemporânea. Ainda segundo Ursula, as crianças estão cada vez mais isoladas do convívio social em nome da desejada segurança dos grandes centros. “Isolado, Joao Gabriel cria seu próprio universo assim como o fazem todas as crianças. Porém, no caso deste personagem, o elemento arquitetônico da grade é uma presença constante. Ainda que brinque no hall, na sala ou no seu quarto, ela estará ali sempre presente, enquadrada”, conta a diretora.

Participam do filme alunos da rede de educação de Vitória. Trechos de algumas entrevistas feitas durante a seleção são usados na abertura do curta. A previsão é de que a produção esteja finalizada em setembro.

A diretora
Esse é o terceiro trabalho como diretora de Ursula. Anteriormente ela co-dirigiu, ao lado de Virginia, Lizandro Nunes e Luciana Gama, o documentário “Na Parede, Na Toalha, No Lençol” (1999) e mais tarde foi a vez de “Convento da Penha 450 anos: fé, história e identidade do Espírito Santo” (2008), outra co-direção com Ana Murta. Além disso, Ursula atou como diretora de fotografia, assistente de direção e produção executiva de diversas produções audiovisuais recentes no Espírito Santo.

O filme Meninos conta com a direção de fotografia de Alexandre Ramos, do Rio de Janeiro, a direção de produção foi feita por Bob Redins e a produção executiva é da própria Ursula Dart. A edição está sendo feita por Lizandro Nunes.
Pesquisadora apresenta seu filme tese na V Mostra Produção Independente - Cinema em Negro & Negro

Pesquisadora apresenta seu filme tese na V Mostra Produção Independente - Cinema em Negro & Negro


Em Yorubá, “Ôrí” significa “cabeça” ou “consciência”. Esse também é o nome do documentário de Raquel Gerber. Na obra, a diretora aborda a reconstrução da identidade negra no Brasil


Descendente de mãe polonesa e pai russo, a diretora de cinema Raquel Gerber nasceu em São Paulo e teve a construção da sua brasilidade foi fortemente influenciada pelas suas pesquisas cinematográficas sobre a cultura negra no Brasi, segundo a própria Raquel. Não é para menos, afinal seu documentário “Ôrí”, de 1989, levou 11 anos para ficar pronto. A exibição do filme seguida de uma conversa com Raquel Gerber acontecerá a partir das 14 horas, no dia 15 de outubro, durante o Seminário Cinema Negro, no Cine Metrópolis, na Ufes, Vitória (ES).

Em “Ôrí”, Raquel Berger documenta como, na diáspora americana, os negros recriam seu modo de vida e organização. O fio condutor desse recontar é feito junto com a história da militante e historiadora Beatriz Nascimento, falecida em 1995. No documentário, a relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade da comunidade negra são pensadas a partir da simbologia do quilombo. Zumbi de Palmares é construído enquanto imagem positiva para o homem negro contemporâneo.

Raquel Gerber trabalhou junto com Glauber Rocha de 1977 a 1988. É de sua autoria o livro "O mito da civilização atlântica"(Editora Vozes, 1982) cujo título remete a um conceito defendido por Glauber. A publicação resulta de pesquisas hitóricas que Raquel realizou junto com diretor do Cinema Novo e que também foi a sua tese de mestrado na USP.

A V Mostra Produção Independente - Cinema em Negro & Negro é uma realização da ABD&C Capixaba que acontecerá do dia 13 a 17 de outubro de 2009, no Cine Metrópolis, na Ufes – Vitória(ES). Para mais informações sobre a programação do evento (Mostra Paralela, Mostra Competitiva, Inscrições, Seminário e Oficinas).


Saiba mais sobre a Raquel Gerber: http://pt-br.wordpress.com/tag/raquel-gerber/
Terror ecológico à la capixaba

Terror ecológico à la capixaba



Uma combinação do terror com o discurso da preservação ambiental é a marca do filme Mangue Negro, do cineasta da aldeia de Perocão, em Guarapari (ES), Rodrigo Aragão. A produção foi premiada em festivais de cinema latinoamericanos e no Brasil. Recentemente, o filme também foi convidado pela Fundação Cultural da Bahia para encabeçar uma mostra de produções capixabas em Salvador. Na entrevista concedida ao blog da ABD&C-ES, Rodrigo Aragão fala da sua história com o cinema, das suas referências e de como se dá a produção do seu trabalho.


ABD: Quem é Rodrigo Aragão?
Rodrigo Aragão: Posso dizer que eu sou um cara que realizou seu sonho de infância. Eu nasci em uma aldeia de pescadores chamada “Perocão” um lugar belíssimo com mar, manguezal rodeado de montes e montanhas e cheio de historias e personagens fantásticos. Perocão, fica na cidade de Guarapari.

ABD: Como aprendeu e quando resolveu trabalhar com cinema?
R A: Meu pai era dono de um cinema e mágico, meu irmão mais velho era artista plástico, então arte, cinema e ilusionismo sempre fizeram parte de minha vida. Que mudou quando assisti um documentário sobre a produção do “império contra ataca” ali percebi que a profissão mais legal do mundo era produzir efeitos especiais, o gosto pelo terror veio com o tempo, sempre adorei monstros, os filmes dos anos 80 marcaram definitivamente minha vida, como A Hora do Espanto, A Volta dos Mortos Vivos, Evil Dead, Alien- o resgate. Os monstros exagerados, os banhos de gosma e efeitos artesanais típicos dos filmes “Splatter” me encantam profundamente.

ABD: Qual foi a sua primeira experiência com o cinema?
R A: Meu desejo de fazer curtas de terror começou na infância, eu chamava crianças para brincar de fazer filmes (sem câmeras), na adolescência fiz as primeiras tentativas com filmadoras emprestadas, mas, nunca deram certo, sempre algum ator desistia ou o dono da câmera a levava embora. Minha primeira experiência profissional com cinema foi em 1994, quando eu tinha 17 anos, no curta A lenda de Proitnier, de Luiza Lubiana, eu fui responsável pelos efeitos especiais em maquiagem.
ABD: Como se deu essa vontade de criar monstros desde a sua infância?
R A: Sempre achei um monstro babando a coisa mais legal do mundo!

ABD: Por que optou pelo cine de terror?
R A: Acho o gênero extremamente difícil de ser realizado, (qualquer deslize vira uma comedia involuntária), sem contar que é realmente muito divertido, também abre um leque muito bom para efeitos especiais, que é minha especialidade.

ABD: O seu filme Chupa Cabras ganhou o Mostra Produção Independente - Cinema de Bordas (2006). Na sua opinião, esse premio foi um ponta pé na sua carreira?
R A: O Chupa Cabras aconteceu mais ou menos assim, após muitas tentativas frustradas pensei em fazer um vídeo mais simples possível, com poucos atores, sem som, em preto e branco todo filmado no sitio de minha família em apenas um final de semana. Mesmo assim o vídeo sempre fez um enorme sucesso por onde passou, ao total ganhei seis prêmios com ele, com certeza isto me animou a continuar no caminho.

ABD: Depois de Chupa Cabras você rodou Mangue Negro. Como foi realizar essa produção?
R A: Mangue Negro surgiu como um curta de 15 minutos, que ia ser rodado nos fundos da minha casa. Aí, com poucos minutos rodados, mostrei o material para o meu amigo Hermann Pidner, quem decidiu financiar o filme. Começamos a fazer um longa. Sempre filmando no quintal, com amigos, quase sem possibilidades de fazer uma pré-produção ou ensaios das cenas. Além disso, mesmo com a ajuda financeira, continuamos com baixíssimo orçamento, por tanto, tudo mundo trabalhou em regime de mutirão, motivo pelo qual eu só tinha os atores e a equipe técnica disponível nos finais de semana, assim, levamos 3 anos para fazer o filme.

ABD: A sua produção foi feita com baixo custo e de modo independente. Isso foi uma opção?
R A: Foi a única maneira. Fiz o filme da forma em que me foi possível fazê-lo.

ABD: Onde, como, e de que forma se deu a produção deste filme?
R A: No quintal da minha casa e no manguezal, que corta a aldeia de pescadores de Perocão e o bairro Jabaraí, no município de Guarapari, no Espírito Santo.

ABD: Se pudesse resumir em poucas palavras... Como você se avalia como diretor?
R A: Sou um cara perfeccionista e muito chato.

ABD: Como foi a recepção da crítica e público capixaba ao “Mangue Negro”?
R A: Mesmo sendo um filme feito para fãs de terror, mas o público em geral sempre se diverte muito, acho que é um reflexo do quanto a gente se divertiu fazendo o filme. Além disso, o público capixaba pode se identificar com a paisagem e a linguagem usada no filme, pois usamos muitas coisas que são bem regionais.

ABD: É possível nos contar, de maneira resumida, o histórico de premiações do “Mangue Negro” desde que ele foi lançado?
R A: Prêmio Melhor Filme pelo Júri Popular, nos festival Buenos Aires Rojo Sangre (Argentina).
Prêmios de Melhor Diretor Estreante e Melhores Efeitos Especiais, no festival Santiago Rojo Sangre (Chile).
Prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz (Kika Oliveira) no Omelete Marginal (Espírito Santo) de 2008.
Prêmio de Melhor Filme Latinoamericano, no festival SP Terror de 2009 (São Paulo)

ABD: Na sua opinião ao que se deve esse reconhecimento?
R A: Os fãs de terror relevam problemas técnicos quando o filme é divertido e empolgante, imagino que seja por isso que o Mangue Negro tem essa boa recepção do público. Também temos a questão do regionalismo, a nossas paisagens e linguagem tornam o filme extremamente original, especialmente para o público estrangeiro.

ABD: A questão ecológica, assunto que aparece no “Mangue Negro”, é uma preocupação política sua ou era apenas um elemento do roteiro?
R A: Eu moro numa aldeia de pescadores (Perocão) um lugar muito rico em recursos naturais, que vêm sendo dizimado sistematicamente durante décadas, e eu vejo como isso afeta a vida da sociedade na qual eu vivo. O que acontece com as personagens do filme, se transforma numa parábola do que realmente acontece na atualidade com a população da região.

ABD: Como você avalia o mercado de produção audiovisual capixaba?
R A: Não só capixaba, mas o mercado brasileiro é extremante fechado e bitolado. O reflexo disso é que o Mangue Negro conseguiu distribuição na Alemanha e na Holanda e ainda não conseguimos lançar nas locadoras do próprio país de produção.

ABD: Já está produzindo algo ou tem projetos de realização já definidos?
R A: Estou cuidando dos efeitos especiais de um longa, chamado Contos Macabros, e em 2010 espero começar as filmagens de um longa chamado A Noite do Chupa Cabras.
Parceria da ABD&C/ES leva produção audiovisual capixaba para Salvador

Parceria da ABD&C/ES leva produção audiovisual capixaba para Salvador

Cerca de nove horas de programação com produções capixabas contemporâneas na capital baiana. Assim será a Mostra de Curtas Capixabas que acontece de 3 a 9 de julho, na Sala Walter da Silveira, no Centro de Salvador. A idéia para a mostra partiu da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) que propôs a parceria na organização do evento para a ABD Capixaba ainda em 2008.

A seleção das obras, o contato com os realizadores e a organização da programação da mostra foram feitas Ursula Dart e Bob Redins, diretora e secretário da ABD&C/ES. São 38 produções, divididas em cinco programas. As sessões acontecerão sempre às 20h e a entrada será franca.

As obras escolhidas foram realizadas entre os anos de 2000 e 2008. São ficções, documentários e video-artes de diretores antigos a iniciantes. O filme “Mangue Negro”, de Rodrigo Aragão, será exibido durante todos os dias da mostra, no horário das 17h30. O primeiro longa do diretor foi convidado especialmente pela Funceb para fazer parte do evento.

Para Ursula Dart, esse tipo de parceria é muito importante, “pois abre portas para a exibição da produção audiovisual local”, diz. Ainda segundo Ursula, foi também fundamental a participação dos realizadores em disponibilizarem as suas obras para a mostra.

Mais informações:
Programação Mostra de Curtas Capixabas:
http://www.dimas.ba.gov.br/2008.1/sala_walter/2009.07/09.07.03.htm